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18 de abr. de 2009

Inclusão? Aqui não.

Ok, se o brasileiro bem informado já acha um pandemônio a inclusão digital, preparem-se pois vocês ainda não viram nada.

A Honda acaba de lançar a CG Titan bicombustível, uma motoca movida a álcool e a gasolina. Segundo dados oficiais enquanto com gasolina a lambreta oficial dos motoboys e afins faz 41km/l, com áico ela faz 29.

Nada mal, não é mesmo? Agora imaginem a invasão ainda maior de motos no trânsito que teremos. Daqui a pouco teremos tantas motos no meio da rua que aqueles corredores que ficam abertos (caso você queira manter o seu retrovisor) serão destinados aos carros.

Levando-se em conta que em SP você encontra (ou encontrava) o litro do álcool por pouco mais que R$1,00, com "10 reáu" o fera legal consegue andar 290km. Tenha medo.

Da mesma forma que uma população mal educada transforma a Internet numa caixa de Pandora, não podemos simplesmente equipar com meios de transporte uma gente despreparada para lidar com situações de risco muito menos praticar direção defensiva. E ai de você se atropelar algum.

Eu oficialmente odeio a Honda a partir de hoje.

13 de abr. de 2009

Aqui dentro, o preto é você

Como eu sou mesmo um panaca, vou postar essa historinha que retrata bem como nosso país é formado por trouxas e o nome de República das Bananas não podia ser mais correto para nossa querida "nação".

O fato é que certa vez fui chamado de mesquinho por cobrar os centavos no troco do supermercado. Como a fila estava grande, isso gerou uma certa "impaciência e insatisfação" nos outros clientes que aguardavam na fila do caixa "rápido", que é tão rápido quanto um modem de 33k numa linha da Telemar, mas isso é assunto para outro post.

Vamos lá, matemática de quarta série. O produto custava R$1,97 e paguei com R$2,00 quanto me fica de troco? Muito bem, R$0,03 ou três centavos. A mula paralítica que estava no caixa prontamente me deu o cupom fiscal e chamou o próximo. Fiz cara de paisagem e fiquei olhando pra ela, que franziu a testa como quem diz "sim, mas... o que o Sr. quer?"

Falei que queria meus três centavos de troco. Foda-se se são três centavos ou três reais. O dinheiro é meu, ganhei honestamente e só dou ele de graça se eu quiser e garanto que não vai ser pra nenhum supermercado fanfarrão. Muito a contragosto a atendente me deu R$0,05 de troco, fazendo aquela cara de nojo que o típico brasileiro com qualificação pra ser caixa de supermercado faz para alguém honesto e que exige seus direitos.

Qual é a lógica dessa anta? O supermercado pode roubar R$0,03 meus, mas não pode abrir mão de R$0,02 em favor do cliente? Então tomem nos seus bons cus e fabriquem moedas de um centavo, ou então arredondem todos os caralhos dos preços dos produtos e evitem serem chamados de ladrões ou coisas menos publicáveis.

Ouvi hoje uma história, que por sinal motivou esse post, de uma senhora aqui de Recife que cansada de receber troco em balinhas juntou um monte e foi comprar um vidro de Nescafé. Chegando na hora de pagar deu as balinhas e após o caixa retrucar, ela disse:

- Por que isso aqui é dinheiro para vocês e não é para mim?

Eu juro que queria estar presente pra ver a cara de bunda do atendente. A bronca da velhinha foi aceita mas não por ela estar CORRETA no seu pleito, e sim por ela ser conhecida por contestar o que acha estar incorreto. E nem adianta argumentar que ela não deveria ter aceito as balas. É OBRIGAÇÃO do estabelecimento ter o troco para passar ao cliente, e não COAGIR a pessoa a aceitar aquelas balinhas sebosas de abacaxi que dão dor de cabeça até no capeta.

O problema é que a corrupção está impregnada em todas as esferas do governo, assim como a falta de educação e desonestidade estão impregnadas em todas as esferas sociais, da classe A até a classe Z. Todo mundo rouba e leva vantagem, a diferença é quanto cada um pode levar desse bolo.

Como num filme que vi muito tempo atrás, na hora em que o branquelo entra na cadeia, o negão fala para ele:

- Aqui dentro, o preto é você.

Uma metáfora perfeita para as pessoas honestas e educadas desse país.

8 de mar. de 2009

Carta aberta ao povo do Recife

Carta aberta ao povo do Recife (a maioria):

Caros cohabitantes:

A partir de hoje, declaro para os fins descritos nessa carta, que desejo, a quase todos vocês o seguinte:

01) Se vocês estiverem com sede, que falte água e vocês tenham que beber mijo;
02) Se vocês estiverem com fome, que falte comida e vocês tenham que comer bosta;
03) Se vocês machucarem a canela, desejo que vocês levem um chute em cima do machucado;
04) Se vocês estiverem com diarréia, espero que tomem um laxante por engano;
05) Se vocês estiverem com dor de cabeça, espero que caia uma caixa pesada nela;
06) Se vocês estiverem com falta de ar, que levem um murro no estômago;
07) Se vocês acordarem no meio da noite, que chutem o pé da cadeira com o dedo mindinho;
08) Se vocês cairem de cara no chão, que todo mundo em volta ria de vocês;
09) Se vocês olharem para cima para admirar o céu, que um pombo cague na cara de vocês;
10) Se houver uma poça, que vocês escorreguem, caiam e bebam 2 litros de lama;

Sabem o motivo disso? Porque o povo de Recife é nojento, mal-educado, mesquinho, tosco, burro, nem um pouco solidário, aproveitador, mau-caráter, tacanho, pedante entre outras coisas mais.

Sabe por que a cidade não melhora? Porque vocês, bando de palhaços não fazem NADA. Vocês reclamam que ninguém dá a passagem no trânsito, mas sabe o que vocês fazem quando podem dar passagem? Aceleram o carro, prerefem BATER a ter que ceder a passagem para qualquer um.

Eu fui ao drive do McDonalds hoje, e entrei pela via lateral, procedimento perfeitamente normal para quem faz o caminho que eu segui. Sabe quanto tempo eu fiquei na lateral esperando alguém ceder a vez para entrar no drive? 20 MINUTOS! Sempre que eu ameaçava entrar, o imbecil seguinte acelerava o carro e deixava o parachoque a 1cm de distância do carro da frente.

Então eu quero que vocês todos se lasquem bem forte. Porque vocês são uns filhos da puta mal-educados. sem noção e completamente dispensáveis no planeta terra.

26 de fev. de 2009

Eu sou competitivo

Quando eu tinha 10 anos, me interessei por basquete. Sempre fui fã de esportes, desde muito pequeno. Já joguei de tudo um pouco. Talvez eu seja predisposto geneticamente a praticar esportes, pois tenho muita facilidade e normalmente alguma habilidade nata para eles.

O fato é que comecei na escolinha, na 2a série e foi lá que comecei a ganhar as minhas primeiras medalhas. Eu era o chamado "rato de treino". Treinar pra mim era o mesmo que ir pro cinema. Eu realmente me divertia e ao mesmo tempo levava muito a sério o que o professor orientava e procurava fazer da melhor maneira possível.

Ficava puto quando era impedido de treinar por qualquer motivo que fosse. Aniversário chegando, o pedido era óbvio. Uma bola de basquete. Treinava o tempo todo, até em casa, com aquela tabela comprada na loja de brinquedos que era pendurada de improviso na parede. Treinava controle de bola, arremoessos, dribles, passes tabelando com a parede... E talvez isso tenha me ensinado, de forma subconsciente, que só a prática exaustiva leva a perfeição. Não adianta nascer com talento apenas, é preciso suar a camisa.

E isso eu fazia, e como fazia. Com essa idade ainda não jogava campeonatos, isso começou quando mudei de cidade e fui treinar na nova escola. Como eu era muito tímido, normalmente teria dificuldades para me enturmar e fazer novos amigos, mas até nisso o esporte me ajudou. Como eu era "o bom" do time, óbvio que todos me queriam jogando em seus times e sempre tinha vários colegas conversando comigo, sobre qualquer assunto, e claro, sobre basquete também. Eu era quem tinha a moral com o treinador, com coisas que parecem bobagem, mas que no fundo fazem um garoto de 11 anos ser respeitado pelos amigos. O professor me dava a chave da sala de equipamentos, para que eu fosse buscar o material de treino. Parece bobagem, mas isso faz diferença. O treinador confiava em mim.

Passamos alguns meses treinando, realizando coletivos, e eu naturalmente ia me destacando entre os outros, junto com um colega que acabou tornando-se um grande amigo no curto período que passei nessa escola (2 anos). Éramos parceiros de treino, e sempre jogávamos no mesmo time. Ele como armador, e eu como ala. Não tinha pra ninguém, se a gente jogasse no mesmo time, era lavada na certa.

Até que chegou o dia em que eu iria disputar o meu primeiro campeonato. Lembro bem que esse foi o único jogo que meus pais foram assistir até hoje. Sempre tive vontade que eles tivessem ido assistir a mais jogos. Onde alguns sentiriam pressão, pela presença da família, eu me sentia confortável, praticamente protegido de qualquer adversidade.

O time era o temido Estadual, o time de um colégio público de uma escola da cidade. Os meninos eram bem maiores, muitos por serem repetentes (eu era 5a série na época). Mas ainda na idade de jogar um campeonato infantil (imagino que sim!). Bola ao ar, a posse é nossa e vamos para o primeiro ataque. E aí já percebi a grande responsabilidade que eu teria naquela tarde. Todos os meus companheiros com olhares meio assustados, a pequena torcida gritando, e os adversários bem maiores e mais fortes tentando nos intimidar.

Eu não pensei duas vezes. Assim que chegamos ao ataque e eu recebi a bola em minhas mãos, fiz apenas o que aprendi. Bati no chão, dei dois passos para a frente. O marcador veio em minha direção. Uma finta rápida pra esquerda, um jump e chuá. Dois pontos para nós. Um sorriso tímido saindo no meu rosto.

A realidade, porém, foi chegando com o desenrolar do jogo. O time deles era de fato melhor e mais preparado, e o time estadual conseguia se manter a frente, apesar do placar apertado. Perto do final do jogo, o placar era algo próximo de 17x13 para eles. Sim, em jogos de times infantis daquela época, um placar como esse era algo astronômico diante do referencial de um menino de 11 anos. Tivemos duas posses de bola para encostar e empatar o jogo, mas foram desperdiçadas. Nenhuma das duas passou pela minhas mãos, e eu assistia atormentado imaginando que o jogo estava escapando. Em dois contra ataques o time adversário fez duas cestas e deu números finais ao jogo. Placar de 21x13 para a escola estadual, que ensinou uma lição aos mauricinhos da escola particular.

Não havia nenhum clima de animosidade entre os dois times (inclusive porque se fossemos sair na porrada, a surra seria ainda maior). Houve a tradicional confraternização de fim de jogo, com todos se abraçando e apertando as mãos, e recebi alguns elogios dos adversários pelo jogo que tinha feito. Dos 13 pontos que o meu time tinha conseguido converter, eu havia sido responsável por 9.

Quando caí em mim, a derrota amargou minha boca e eu desabei a chorar. Um choro bastante sincero, dolorido, de quem havia feito o melhor que podia e mesmo assim não havia vencido. FOo a primeira grande lição que aprendi com os esportes. Num jogo coletivo, raramente as coisas vão depender de um só atleta. Se vencer, vence o time. Perdendo, todos são responsáveis. Pouco tempo depois, os parabéns da família por ter jogado bem serviam de consolo.

No dia seguinte, na escola, o tratamento era de respeito por alguns colegas, mas os palhaços, aqueles que nunca jogam nada, não participam, ficam em recuperação e só enchem o saco dos outros, estavam me zoando por ter chorado. É fato. Chorar na frente dos colegas na escola é pecado capital para um guri de 11 anos.

E aí é que está a diferença. Nem eu mesmo sabia disso quando tinha 11 anos, mas o fato é que a diferença entre mim e os que me zoavam por ter chorado de forma sincera pela derrota, é que eu era competitivo. Eu queria mais do que só participar. Eu queria ser lembrado pelos meus colegas, pelo treinador, pela minha família. Só fazer parte do time não era suficiente. Eu queria ganhar. Queria ser o melhor, o que treinava mais, o que fazia mais cestas.

Hoje, 20 anos depois, aprendi que não preciso ser tão competitivo em tudo pra ter sucesso ou aprovação dos meus amigos, do meu amor, da minha família. Mas se me dizem para ser eu mesmo, não posso ser diferente. Competição está no meu sangue e só quem sabe como é doce o sabor da vitória consegue entender a necessidade de entrar numa disputa... e vencer. Seja ela um jogo de basquete, aos 11 anos, ou um imagem & ação aos 30.

11 de jan. de 2009

Retrato da Blogosfera

Tenho blog desde os primórdios, quando escrever num diário eletrônico era apenas isso. Escrever num diário eletrônico.

Hoje em dia a coisa é bem diferente. Com a explosão de novas mídias através da Internet, abriu-se um mercado para todo tipo de gente com talento para alguma coisa ganhar dinheiro pela Internet escrevendo sobre sua especialidade. Ou até mesmo gente sem talento algum simplesmente falando do que os outros escrevem, filmam, tocam, produzem.

Vivemos os tempos dos pro-bloggers, ou blogueiros profissionais. Aqueles que se não vivem em função do seu(s) blog(s), no mínimo gastam algumas horas do dia atualizando e mantendo o site em troca de alguns trocados.

O problema é que, assim como o BBB, a blogosfera também pode possibilitar a ilustres desconhecidos os seus 15 minutos de fama. Ou até mais. Tem gente que faz um trabalho sério e organizado que consegue se manter em alta e até transformar-se em formador de opinião.

Os groupies de bloggers funcionam exatamente como os de bandinhas da moda. Se o seu blogueiro favorito começa a fazer matérias pagas e tomar uma determinada linha editorial porque fechou algum contrato ou recebeu verba de algum patrocinador, eles arrotam sua ira e chamam o pobre blogueiro de vendido. Deixa o coitado blogar em paz, ele também tem necessidades e contas a pagar.

Porém, se tem uma coisa que a blogosfera não está livre é dos blogueiros malas. Os metidos a pop star, que acham que porque o site tem mais de 1000 leitores de feeds estão por cima da carne seca. Suas opiniões estão acima de críticas e tudo o que eles falam é cool.

Fato: blogueiros metidos a pop star são uns malas, falam merda adoidado e só os groupies é que acham que tudo o que eles postam e dizem é digno de nota e deve ser seguido. O joguinho que ele achou é legal (muitas vezes é uma boa bosta), aquela notícia sem graça (que ele kibou descaradamente de algum portal) é praticamente um furo de reportagem.

A maioria dos blogueiros profissionais do Brasil não fazem nada de novo. Podem observar. Temos diversos blogs em outros idiomas que são efetivamente inovadores e interessantes. Aqui no Brasil temos algumas exceções, como o sensacional Mundo Gump. Um blog com conteúdo original e intrigante, que faz com que quem acesse a primeira vez passe horas navegando nele.

O resto não passa de um bando de cavalos paraguaios que apostam corrida para ver quem posta o próximo cata corno primeiro. Saiu notícia sobre a mulher melancia? Qual deles se isenta de publicar? NENHUM. Isso vai gerar pageviews e render mais alguns assinantes do seu FEED.

Parece até que assinante de Feed faz crescer o pau ou o peito. É igual ao cara que mente dizendo que tem um pau de 20cm. Mentir faz crescer o nariz, não o pau, ok? Lembrao do pinóquio?

Resumindo: 9 entre 10 blogs profissionais e bombados na mídia brasileira são um mero aglomerado de notícias batidas e vídeos repetitivos que são replicados por todos. A diferença é que uma vez um publica primeiro, na próxima é o outro.

E o conteúdo? Piadinhas sem graça, vídeos de algum idiota se fodendo, alguma bunda rebolando, alguma video cassetada, alguma gafe politica. Tudo o que o brasileiro gosta. Bunda, futebol e o vizinho se ferrando.

Até esse aqui faz isso a maior parte do tempo. Porém, esse blog é pobrinho mas é limpinho e pelo menos assume sua condição.

Mas qual é a moral da história? É definir os tipos de blogueiros de acordo com suas características. Eu pensei em alguns, mas sugestões são bem-vindas. Em breve postarei a definição completa dos blogueiros nacionais de acordo com suas características.

C u later.

4 de jan. de 2009

A maldade do ser humano

Assistindo hoje bela ducentésima vez o filme do Homem Bicentenário (sacaram o trocadilho? han? han?), no final extremamente triste percebi como o ser humano é um bicho ruim.

Andrew, o robô, passou o filme inteiro tentando se adaptar a imperfeição humana. Quis se alimentar, sentir, se apaixonar, e enfim, morrer. Tudo isso para poder ser reconhecido como ser humano.

E quando finalmente um tribunal resolve dar-lhe a condição legal de ser humano, ele ironicamente havia falecido segundos antes de ter o seu desejo bicentenário atendido.

Isso só mostra quão podre e cruel é o ser humano. É assim no dia a dia. Sonhos são negados, arbitrariedades são cometidas e a gente simplesmente vai vivendo e aceitando ser mandado por desconhecidos que se julgam donos da razão e de nossas vontades.

O homem perdeu a sua liberdade quando descobriu o fogo, quando resolveu viver na companhia de outros homens. Quando foi criada a tal da sociedade, mesmo que primitiva.

Por mais avançado que seja o mundo, certos medos, lógicas e regras estão embutidas em nossas mentes e são vendidas como verdades uma geração após a outra. É por isso que o homem jamais conseguirá utilizar mais do que 10% de sua capacidade cerebral, dizem alguns.

Mas eu me pergunto, será que isso não é exagero, megalomania? Será que não estamos utilizando 100% das nossas capacidades mentais, ou seja, somos mesmo muito limitados e burrinhos?

O homem bicentenário era bem mais humano que a gente.

30 de dez. de 2008

Notícia Overrated

Aprendam, meus queridos leitores (que não são poucos, nem muitos, são suficientes), como deixar uma notícia overrated com apenas uma frase e gerar pageviews numa informação que não vale mais do que uma coxinha de rodoviária.

Eis que leio no Globo:

"Maria Bethânia e Adriana Calcanhotto lançaram o melhor CD de 2008; Marcelo Camelo vem em segundo lugar"

Tá... Tá certo. Deve ter sido alguma premiação importante, pensei. Algum prêmio da música brasileira, que possui idoneidade e critérios e argumentos bons o suficiente para decidir por nós quais foram os melhores cd´s de 2008.

O que me leva a perguntar: e se eu lançar um cd hoje, ou melhor ainda, amanhã, dia 31e for muito melhor que todos os outros lançados até agora? Vou ficar de fora da festa? Vou ser premiado em 2009?

Mas enfim, voltando a temática inicial, continuei lendo a "notícia" e eis que descubro que Maria Bethânia e Adriana Calcanhoto ficaram empatadas na "eleição"... do Globo.com!! Na enquete que o estagiário colocou no canto da página num momento de puro ócio.

Afinal, a opinião dos internautas (aliás, amigo internauta, que palavrinha ridícula essa!) do Globo.com possui embasamento científico, é idônea, é criteriosa e etc.

Pois eu digo que a lista é ridícula, a notícia é ridícula e não compraria nenhum dos cds que estão no TOP10. Aliás, quem compra cd hoje em dia?

Quer fazer uma música de sucesso igual a da Adriana Calcanhoto? Pegue artefatos eletrônicos, como controles remotos, mouses sem fio, junte com ferramentas de desenho geométrico como esquadros, réguas, escalímetro, transferidor, compasso e adicione um pouco de ela com janela e pronto! Seu cd será eleito o melhor de 2009.

Ou então coma bastante, engorde uns 100kg e cante sambas de 1900 e vovó virgem.

Se bem que eu preferiria ficar em segundo lugar... Bastaria deixar crescer a barba e comer uma ninfeta avoada. E ao invés de comemorar, ficar triste por isso e fazer música me lamentando.

29 de dez. de 2008

Paciência Spider e minha falta de paciência

É incrível o poder de uma frase. Você descobre algo sobre as pessoas da maneira mais simples possível. Pesquisa de mercado? Marketing direcionado? Que nada.

Basta colocar a frase correta no seu sub-nick do MSN. Aquela espacinho escrito "Digitar aqui uma mensagem pessoal". Que por sinal de pessoal não tem nada, se fosse algo pessoal a gente não sairia divulgando pros outros. Deveria ser "Digitar aqui uma fofoca", ou então "Digitar aqui um podre de fulano de tal".

Essa semana estava me divertindo, ou melhor, me irritando com o Paciência Spider. Esse jogo que veio diretamente do inferno para me destruir diminuiu minha expectativa de vida em pelo menos 10 anos. Fumar não seria tão prejudicial a minha saúde.

Comecei a jogar de forma inocente, já no nível difícil, no Windows XP. Por incrível que pareça, a dificuldade no Windows Vista parece ser ainda maior, não sei como, levando-se em conta que é o mesmo jogo, são as mesmas cartas e a mesma quantidade de naipes.

Acho que o jogo foi bolado usando o Deck (maço do baralho) do Mr. M. Vai te lascar, que troço difícil. Não há nada que eu faça que me leve a conseguir vencer esse maldito jogo. Lúcifer se contorce de alegria me assistindo jogar essa praga. É mais fácil Amy Winehouse ficar de boa do que ganhar nele.

É o segredo do sucesso para qualquer um que não saiba como derrotar o seu oponente. Quer tirar ele do sério ou desconcentrá-lo? Bota pra jogar uma partidinha de paciência spider!

E as apostas em mesa de bar? Vou ficar rico! É só chegar num boteco qualquer com os amigos, e depois de umas cervejas, todos já meio embriagados, vou soltar a pérola, dizendo: "aposto R$100,00 que ninguém aqui ganha uma partida de paciência spider no Windows Vista!". É batata!

Agora, qual é a relação disso com marketing ou pesquisa de mercado? Simples. Coloquei uma singela frase no meu MSN dizendo que odeio paciência spider, com o placar atual do jogo (que nesse momento encontra-se em 66 detoras e 0 vitórias).

Vocês não fazem idéia da quantidade de pessoas que fez comentários para mim em relação ao jogo. "Eu adooooooro paciência spider!", "Sou viciado!", "Nossa, é muito difícil mesmo.", "Tu joga no hard?" e "Eu não consigo ganhar nem com 2 naipes".

Isso só mostra que:

- Esse jogo é uma febre;
- É realmente quase impossível de ganhar;
- A versão do Windows Vista é muito mais difícil;

E a mais importante: que bando de amigos masoquistas e desocupados eu tenho.


*** UPDATE ***

Tutorial em inglês para quem quiser se foder com instruções.

22 de dez. de 2008

Mensagem para 2009

Não sou muito a favor de mensagens motivacionais para o ano novo. Já escrevi várias vezes que por mais que a gente deseje um novo começo, um novo ano, uma vida nova, tudo continua na mesma.

A Flora continua sendo uma fdp, o povo na África continuará passando fome, minhas dívidas não sumirão num passe de mágica, não acharão a cura da AIDS simplesmente porque eu enchi a cara no dia 31, enquanto a orgia e o hedonismo rola solto muitas pessoas estão morrendo na porta de hospitais.

Tudo bem, não é porque o mundo é uma merda que eu devo deixar de comemorar ou ter uma visão tão pessimista. Mas também não sejamos ufanistas e utópicos achando que a Sidra Cereser é a salvação do mundo e o antídoto para o Apocalipse.

Comam o seu chester, bebam seu vinho carreteiro, estourem a Sidra. Mas façam alguma coisa de útil para que o ano de 2009 não seja diferente apenas no calendário.

Vou postar essa mensagem que recebi, pois achei o texto interessante e não tem nada de sentimentalóide, apenas fala uma coisa bem clara que deveria ser mantra de todos: sem ação e atitude, as coisas não acontecem.

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2008 está chegando ao fim e é hora de recomeçarmos.
Lembrem-se da boa e velha equação: (planejamento + intenção) - ação = zero.

Então reflitamos com esse texto cuja autoria desconheço...


Planos
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Algumas vezes os melhores planos resultam em... nada.
Algumas vezes a maior confiança em objetivos resulta em... nada.
Algumas vezes as mais incríveis oportunidades resultam em... nada.
Algumas vezes os mais profundos desejos resultam em... nada.
Planos, confiança, oportunidades e desejos ou qualquer outro predicado que você tenha, não são suficientes para empurrar uma bolinha de gude - aquelas pequenas esferas de vidro já esquecidas em algumas regiões do Brasil.
A despeito de todo o seu conhecimento em estratégia e tática, a despeito de toda a sua confiança em si mesmo ou em todos os seres do Olimpo, a despeito de tudo aquilo que a vida ofereça e a despeito de todo o desejo racional, emocional e instintivo do seu corpo, nada vai acontecer se você não fizer uma coisa - uma única coisa simples: agir.

Agir - agir sempre - e dar o primeiro passo da jornada é o que garante que as engrenagens do Universo sejam postas para funcionar. Mesmo uma ação pequena tem efeitos devastadores ao longo do tempo.

Nada acontece antes de uma ação ser posta para funcionar. Na Bíblia, o livro mais vendido do planeta, a primeira frase é: No princípio criou Deus os céus e a terra.
A frase não fala que no princípio Deus refletiu, ou teve autoconfiança, ou viu uma oportunidade, ou estabeleceu um objetivo, ou esperou a sorte, ou contou com sua equipe de trabalho. Nada disso. A frase usada tinha o verbo criar.

Tudo começa com a ação.

Naturalmente, isso não significa que você deva agir cegamente; significa que você deve agir na hora de agir. Muitos de nós construímos castelos perfeitos em nossas mentes, mas não agimos para levantar uma pedra sequer.

Imaginamos tudo o que poderíamos fazer, mas não fazemos coisa alguma, sempre buscando ótimas razões para tudo aquilo que não fazemos. Queremos melhorar nossas relações, desde que a outra pessoa mude, deixando a ação para ela. Objetivamos tornar a qualidade de nossos produtos e serviços superior, desde que os funcionários façam um trabalho melhor, deixando a ação para eles.

Pensamos em melhorar nosso trabalho, desde que a empresa nos pague mais, deixando a ação para a corporação. Sonhamos com nossa próxima casa, que será construída no futuro, desde que aquele bilhete de loteria seja premiado, deixando a ação para a sorte.

Embora todas essas coisas possam acontecer, provocar mudanças positivas em nossa vida não é problema de outros. É problema nosso. Lembre-se de que as palavras "desde que" não estão marcadas no calendário. Sua vida está.

Faça o que você puder agora, com aquilo que você já tem. Mesmo que pareça ser muito pouco. Mesmo que seja somente um gesto, uma palavra, um olhar. Nenhuma ação é pequena demais, desde que seja uma ação.

Se existe somente barro, use-o para construir tijolos e os tijolos para construir as paredes do seu sonho. Se nem mesmo barro você tem, use sapé. Mas faça alguma coisa.

Hoje é o dia para você pegar seus melhores ou piores planos, seus prováveis e improváveis projetos e dar um passo, fazendo aquela ligação, visitando aquele cliente ou amigo, redesenhando seu produto ou empresa, enviando aquele e-mail, dando aquele sorriso e aquele abraço, andando pelo chão-de-fábrica, assistindo uma palestra, indo ao parque com seu filho ou até conversando com você, no espelho de casa.

Nada acontece somente por estar em sua mente. Preencha seus dias com ação que leve o Universo a devolver algum tipo de reação, e certos resultados, talvez até mesmo inesperados, sempre virão.

As suas ações são os melhores intérpretes de seus pensamentos, como disse John Locke. Esta é, realmente, a única diferença entre quem faz e quem somente observa, quem vive e quem gostaria de viver.

Portanto, faça algo agora.

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É isso ai seus bundas-moles! Mexam seus traseiros gordos da poltrona carcomida onde outrora abunda e façam alguma coisa no ano que vem.

20 de dez. de 2008

Ficando velho

A velhice é uma fase da vida, como outra qualquer. Hoje em dia, porém, está sendo muito mais legal ser velhinho.

Internet, viagens, clubes de dança, muito mais saúde e disposição. A expectativa de vida do brasileiro aumentando, o poder de compra, o respeito dos mais novos tem melhorado também, apesar de ter muito o que evoluir ainda.

Mas que papo de velhice é esse? Ainda vou fazer 30 anos!

É que a gente vai percebendo a idade chegando com pequenos detalhes. No prédio em que moro, de uns tempos pra cá, mudaram-se várias famílias com crianças naquela idade super ativa, entre os 7 e os 12 anos.

Descobri que a idade está chegando pois agora que a barulheira começou, coisas que eu adorava fazer estão me irritando profundamente. O são joão foi um verdadeiro martírio, fogos estourando o tempo todo e eu ficando puto da vida. Logo eu, que nos meus 10 anos comprava um saco com 100 "peido de véia" e estourava todos em menos de cinco minutos, jogava nas pessoas, embaixo de carros, etc. (é, eu era bem marginalzinho).

Andar de bicicleta? Se eu vir algum pirralho pedalando pelo prédio já vou conferir todo o meu carro e observar se não tem nenhum arranhão.

Por que isso tudo? Porque eu fiquei puto que tinham 3 meninos jogando bola ao lado da minha garagem com o meu carro estacionado. E vi que a cada bicuda que eles davam na bola disputando seu campeonato virtual, ela voltava e batia... no meu carro!!

Malditos moleques, arranhando e amassando meu carro... E levando a vida que eu queria...

17 de dez. de 2008

Pelas caspas do profeta!

A busca pela cura das doenças é um paradigma incessante na ciência e na medicina modernas. O homem não descansará enquanto não descobrir formas de diagnosticar, tratar e curar as principais doenças que afetam a humanidade.

Muitos tipos de câncer já tem diagnóstico precoce, com grande margem de cura dos pacientes. Muitas outras doenças já foram completamente erradicadas, apesar de outras até piores terem surgido.

Mas nem sempre essa luta é vencida pelo homem. Muitas doenças conseguem perdurar por gerações, e talvez até por séculos sem que encontre-se uma forma de exterminá-las para sempre. Podem-se amenizar os sintomas e o sofrimento dos doentes, mas deixá-los livres da endemia que os acomete é tarefa quase impossível.

Por que, minha gente, por que com tanta tecnologia, dinheiro envolvido, laboratórios modernos, cientistas, remédios, shampoos, cremes, loções, comprimidos, ninguém consegue vencer a maldita caspa?

Não mata, não fede... Mas ô trocinho chato! Só quem sofre dessa desgraça sabe como é incômodo ser levado a interrogatório pelos federais no aeroporto por acharem que você está traficando cocaína espalhada pela camisa preta. O diálogo é mais ou menos assim:

- Mas senhor policial, isso é caspa!
- Nessa quantidade? Tá me tirando, ô moleque? Te bem 1kg de pó aí, marginal!
- Mas eu juro, pode olhar, tá saindo tudo aqui do meu cabelo!
- Ô, sargento! O viadinho tava levando mais pó no cabelo! Tá com quase 2kg já!

É fictício, mas bem que poderia acontecer. E as piadinhas dos "amigos"?

- Aí, tá nevando na tua cabeça?
- Mergulhou numa piscina de farinha, rapá?

É um problema sério. Não há tratamento que faça essa desgraça sumir. Pode por metade da tabela periódica na cabeça que no máximo vai aliviar. Aposto que até o Chuck Norris tem caspa. Nem ele consegue ganhar dela. Acho até que a famigerada merece um "Caspa facts".

Nem se juntar Chuck Norris, Jack Bauer, Van Damme, Rambo, He-man, Steven Seagal, Arnold Schwarzenegger, o Vingador e Vin Diesel na mesma sala, conseguem fazer a maldita sair da minha cbaeça.

O que mais me irrita são os comerciais de shampoos. Queria saber quem é que é pago pra mentir dizendo na embalagem que basta aplicar 2x por semana e que em poucos dias você verá resultados surpreendentes.



Realmente, os resultados são surpreendentes. Em pouco menos de 1 semana, as caspas DOBRAM DE TAMANHO! Os shampoos não deveriam se chamar anti-caspa, e sim para-caspa. Porque quando você começa a usá-los, elas crescem e se proliferam cada vez mais fortes e saudáveis. Por isso eu sempre digo que uso "Shampoo pra caspa". Porque elas são adubadas por esses condimentos fortalecedores da neve branca que não sai de nossas cabeças.

A solução é mesmo raspar o cabelo, esperar crescer (ficando mais horrível ainda no processo) e quando o cabelo estiver como estava antes, dentro de uma semana suas amigas que estavam escondidas no armário reaparecerão com força total para mais uma temporada de Caspazinho, o fantasminha camarada e cheio de caspa.


Por sinal poderia haver uma programação especial só para a população que sofre disso:

- Aprenda xadrez com o Casparov;
- Os intocáveis, a história de Al Caspone;
- National Geographic: Mar Cáspio;
- The OC - Orange Caspa;

Enfim, espero em breve voltar a postar sobre o assunto me gabando do fato de que fiquei livre dessa maldita.
Caspa la vista, baby!

14 de dez. de 2008

A + B = ?

Eu adoro discutir. Não no sentido de brigar, mas conversar até cansar o oponente. Argumentar até que acabem os vocábulos no dicionário. Irritar o âmago do ser de quem encontra-se contra mim.

Ter razão em uma discussão é uma mistura de conhecimento e maestria para usar os argumentos certos na hora certa. Também não adianta dar uma de otário e querer falar do que não sabe.

Mas o fato é que há algumas discussões que são casos perdidos. Não adianta nem começar, porque essas só tem começo. Não tem meio e fim. E aí acaba resultando em desentendimentos, brigas, inimizades e em alguns casos até em tiro e facada.

O homem argumenta desde a época do fogo. Argumentos dependem do ponto de vista, e no caso de maridos e esposas, depende do que a esposa pensa. Para fazer parte da lista, o argumento deve ter algo que não possa ser contradito por alguém que pensa da forma oposta.

1. Evolução ou Criacionismo? Essa talvez seja uma das discussões mais estúpidas. A ciência prova através do conhecimento e das pesquisas, muito do que era mito ou lenda. Os que acreditam no Criacionismo, o fazem por pura fé e devoção. Por um tempo acreditou-se que a terra era o centro do universo, porém quando isso foi provado não ser verdade, criaram-se dúvidas a respeito da criação divina. Mas uma coisa é certa: essa discussão se arrasta por séculos, pois a ciência não pode provar a não existência de Deus, portanto, não pode negar que Ele exista. Sendo assim, discutir sobre qual teoria é a correta pode acabar fritando seu cérebro.

2. Genética ou Meio? O que define o comportamento de um ser humano? A sua genética ou a forma como ele é criado? Alguém nasce assassino ou a sociedade molda sua personalidade a ponto de transformá-lo num psicopata que não valoriza a vida? Se você vive em uma família de engenheiros, você esá geneticamente destinado a isso ou a forma como sua família lhe cria é quem define sua vontade? Se dois gêmeos são separados no nascimento e acabam tornando-se pessoas parecidas, isso é genética ou eles foram criados da mesma forma? É natural ou comportamental gostar de comida apimentada quando todo mundo a sua volta come isso?

3. Posse de armas. Não são as armas que matam as pessoas, são as balas. Parece idiota, mas é verdade. As armas nas mãos de cidadãos comuns são perigosas pois podem gerar acidentes domésticos, nas escolas e durante assaltos essas armas podem parar nas mãos dos bandidos. Mas em contrapartida muitos cidadãos de bem possuem armas e nunca infringiram a lei. Por que uns devem pagar pelos erros dos outros e privar-se do direito de portar armas? Ou qual seria o motivo para portar armas se a maioria dos cidadãos procura viver dentro da lei?

4. Eutanásia. O Dr. Kevorkian, mais conhecido como Dr. Morte ajudou dezenas de pessoas a partirem dessa para uma melhor. Seus motivos foram questionados pois toda e qualquer vida deve ser considerada preciosa, mas alguns de seus pacientes quiseram abrir mão de uma forma extremamente debilitada e sofrida de vida. E se esses pacientes não pudessem se manifestar e nós é que tivéssemos que escolher entre eles viverem em agonia e dor ou morrerem em paz negando-lhes uma injeção ou um procedimento, qual seria a melhor opção?

5. Pena de morte. Antigamente, a lei era baseada praticamente no olho por olho, ou uma vida pela outra. Mas a sociedade não avançou o suficiente a ponto de criar formas de julgamento eficientes de maneira que a pena de morte seja banida? E os direitos humanos? Quando uma pena de morte é justificável? A pena de morte é apropriada para um homícidio acidental ou para um assassinato em massa?

6. Aborto. Quando a vida começa? Na concepção ou no nascimento? Com quantos meses de existência um feto já pode ser considerado um ser vivo? Um feto sem cérebro sente dor? Uma mulher não deveria ter o direito de controlar o próprio corpo e decidir se quer dar a luz ou dar um fim aquela vida que irá surgir? E quando a mulher é estuprada, aquela vida ainda será preciosa? E os que são a favor da vida em todas as instâncias, o que aconteceria se fosse com eles?

7. Livre arbítrio ou destino? Essa discussão começa na doutrina que acredita que Deus é onisciente e sabe tudo o que acontece. Mas se Deus sabe tudo, é o livre arbítrio ou o destino que escolhe se você vai continuar em frente? Alguns diriam que Deus sabe que você vai continuar em frente mas ainda assim você tem a escolha. Porém, se o seu destino está escrito e não há como mudar, isso contradiz com o fato de que tomamos diversas decisões que influenciam o resultado da nossa vida diariamente.

8. Valores. Relativos ou Universais? Mais ou menos como na questão das armas, a relatividade ou universalidade dos valores referem-se ao momento em que o bem de um supera o bem da maioria. Em algumas sociedades é normal o homem ter diversas esposas, em outras isso é considerado crime ou adultério. Então o problema é que os valores tornam-se relativos dependendo da sociedade ou da pessoa. Mas por que não deveria ser considerado errado dormir com mais de uma esposa em todas as sociedades? Por que as pessoas são consideradas honestas se nunca mataram alguém ou roubaram uma bolsa mas pirateiam dvd´s em casa e baixam músicas sem pagar os direitos autorais? Por que um crime é mais errado do que o outro?

9. O ovo ou a galinha? A discussão mais engraçada de todas, quem veio primeiro, o ovo ou a galinha, é talvez a discussão mais sem futuro e antiga que exista. Como surgiu a primeira galinha? Ela era mamífera e depois passou a botar ovos? Qual foi a primeira galinha que botou ovo? E se o ovo veio primeiro, veio de quem?

10. Deus existe? Mais ou menos como com o criacionismo e evolucionismo, essa discussão é sem fim. Desde que o mundo é mundo, há gente querendo provar que existe um ser superior, uma força regente, uma figura por trás de nossa existência controlando a tudo e a todos. Muitos aceditam que há alguém nos esperando em algum lugar quando morrermos. Desde pequenos acreditamos que não estaremos sozinhos depois de nossa morte, e teremos algum lugar e alguém para nos acompanhar. Então a questão é, como você, seja lá qual for a religião que você acredita, pode provar que Deus existe? E quanto a você, ateu/agnóstico, como provar que Ele existe?

Botando no anel



Esses são os anéis olímpicos. Representam os cinco contintentes da maior competição mundial. As melhores histórias do esporte são escritas nos jogos olímpicos. Mitos do esporte, casos de superação humana, exemplos de vida.

Bem, isso para os outros... Porque aqui no Brasil, os anéis olímpicos tem outro significado.

Amarelo: nosso ouro, que nunca vêm através dos atletas, é roubado aos bilhões com investimentos mal-feitos, gastança pública sem licitação, não-prestação de contas por parte dos dirigentes, ufanismo e ostentação.

Vermelho: é como os cofres públicos ficam em cada campanha brasileira pró-sede dos jogos olímpicos. Apenas com mídia, marketing, impressos, viagens, festinhas, lobby, etc., a cada tentativa frustrada centenas de milhões de dólares são queimados, e a maior parte vai para o bolso dos dirigentes.

Azul: de raiva. Por não haver mudança na situação do país e ladrões perpetuarem-se no poder público.

Preto: é como estará nossa situação dentro de alguns meses. O Tsunami vem ai e podem se preparar, pois como sempre a classe média é quem vai pagar a conta.

Verde: é o modo enojado e doente que ficamos após sabermos as notícias dos gastos "públicos" de Carlos Arthur Nuzman. Meu Deus, o que falta para alguém trancafiar esse charlatão?

Qual o motivo desse post? Acabo de ler a notícia de que iremos sediar os Jogos Olímpicos Mundiais do Exército. Isso mesmo. Essa olimpíada a gente consegue sediar. Mas o detalhe não é esse.

Sabe quanto vai ser gasto para essa empreitada? R$1,27 bilhão. Isso mesmo, é o montante que o Ministério da Defesa pretende desenbolsar para os jogos. Sou a favor da integração, sou fanático por esportes. Mas minha gente, o momento é de crise.

Temos o estado de Santa Catarina com bilhões de dólares em prejuízos, o barril do petróleo custando menos de 50 dólares, o dólar batendo na casa dos R$2,50, o pré-sal já era.

O mundo inteiro cortando gastos, custos, buscando uma reestruturação e nós estamos aqui agindo como se nada tivesse acontecido?

E surgem dezenas de campanhas para fazermos doações para a tragédia de Santa Catarina. Quem deve ser penalizado por isso? O povo, claro. Nós é quem temos que pagar a conta.

Por que o ministério da defesa não investe essa montanha de dinheiro em um pouco de modernização da nossa estrutura militar? Pagando salários um pouco melhores aos praças? Comprando aviões, caças, helicópteros?

Ou vocês acham que a paz e integração gerada pelos jogos será suficiente para nos defender caso o Brasil entre em guerra?

Desse jeito a gente vai acabar virando colônia de novo.

Faça o que eu digo...

Não faça o que eu faço. É assim que age Sônia Maria Vieira Gonçalves. Ah, não sabiam que o nome de Susaninha é esse?

Susana Vieira é mesmo uma charlatã. Em todas as entrevistas que nós vemos, ela sempre fala com um ar jovial, de que as mulheres devem se valorizar, tem que correr atrás dos seus direitos, mostrar a todos que são fortes, decididas, preparadas...

E o que ela faz? Se agarra com um ex-policial meia-boca, diz que o importante é ser feliz, apanha, leva gaia, perdoa e começa tudo de novo.

Susana mostra tudo o que uma mulher não deve fazer. Tudo bem, ela já entrou na menopausa, os sinais da geriatria já estão mais do que a mostra, mas peraê né? Até ela podia pegar coisa melhor.

Tou pra ver cara mais tosco do que esse Marcelo Silva. Não seria digno nem de post, mas como o assunto tá na moda gerando audiência, não quero ficar de fora das rodinhas (no bom sentido).

Se quiserem acompanhar todo o bafafá, o tititi, o blá blá blá dos acontecimentos, recomendo a cobertura completa do TeDouUmDado. O blog da Katylene também faz uns comentários sobre o assunto em meio aos momentos de TPM (Tensão Pré-Madonna).

Como disse o Cabeção: eu eu eu, antes ele do que eu.

Ana Maria Braga, quais são os números da Mega-Sena?

12 de dez. de 2008

Mônica e cebolinha descobrem o que é bom.

Maurício de Souza é um gênio. Consegue, com seus gibis, prender a atenção das crianças, adolescentes e adultos há décadas. Eu mesmo, não compro mais gibis da Turma da Mônica nas bancas (acho que pra não pagar mico) mas não posso ver um gibi da turminha dando sopa, que leio em 5 minutos.


As histórias misturam tudo o que a inocência dos 6 ou 7 anos das crianças tem a oferecer, com tiradas muito mais inteligentes e humor as vezes até ácido para tratar certos assuntos.


Eu e meu irmão sempre achamos que os gibis, principalmente o da Mônica e o do Cebolinha não fossem exatamente indicados para crianças, pois já lemos até uma história em que Cascão falava um espanhol arranhado (ou melhor, Cascarón, o primo argentino do Cascão).


O assunto do momento é sobre a Turma da Mônica Jovem, a nova linha de revistas em que os personagems ganharam novos contornos (e no caso da Mônica, que contornos!). Os olhos grandes, traços afeminados e nova roupagem (assim como nos Mangás) deu novo fôlego a turminha, e novas e interessantes histórias devem surgir.


Com uma Mônica tão gostosa, é provável que um novo público passe a acompanhar a personagem mais de perto. Os bronheiros de plantão.


A criação dessa linha de histórias, com a turma mais velha, sempre foi comentada e era até esperada. Todo mundo sempre foi meio que a favor da idéia inconscientemente. A vontade era de que os personagens fossem crescendo junto conosco, indo para a escola (aliás, por que só o pobre do Chico Bento ia pra escola?), se formando, casando, etc. O babafá surgiu quando foi anunciado um beijo na boca, que acabou mostrando-se apenas um inocente selinho, entre Mônica e Cebola (agora com bem mais que cinco fios de cabelo e só trocando os R´s pelos L´s quando está nervoso).


A imagem do beijo está logo abaixo, retirada do Google. Se toda essa expectativa foi gerada com um mísero selinho, imagina quando eles estiverem namorando na escada do prédio e o cebolinha ficar armado pela primeira vez? Ou se Mônica e Magali forem acampar, e aparecerem de calcinha? Ou se a Marina se revelar lésbica? Meu Deus, quantas possibilidades!

Maurício de Souza que não é bobo nem nada, tinha que desenhar as meninas da turma com 90-60-90, não é mesmo?


Vou logo providenciar a minha assinatura!


Pai nosso que estás no céu...

Leiam a notícia abaixo:

"Vaticano condena célula-tronco embrionária e clonagem

PHILI - REUTERS

PULLELLA - O Vaticano disse nesta sexta-feira que a vida é sagrada em qualquer estágio de sua existência, e condenou a fertilização artificial, a pesquisa de células-tronco embrionárias, a clonagem humana e as pílulas anticoncepcionais.

O documento sobre bioética do corpo doutrinal do Vaticano, aguardado há muito tempo, também afirma que a "pílula do dia seguinte", o DIU e os remédios que bloqueiam a ação dos hormônios necessária para manter um óvulo fertilizado no útero caem "no pecado do aborto" e são gravemente imorais.

"Dignitas Personae (dignidade de uma pessoa), uma instrução sobre algumas questões bioéticas", é uma tentativa de atualizar a postura da Igreja diante dos recentes avanços na ciência e na medicina.

O texto afirma que a vida humana merece respeito "desde os primeiros estágios de sua existência, (e) não pode nunca ser reduzida meramente a um conjunto de células."

"Portanto, o embrião humano tem, desde o começo, a dignidade que cabe a uma pessoa", diz o documento da Congregação para a Doutrina da Fé.

Ele diz que a maioria das formas de fertilização artificial "precisa ser extinta" porque "substitui o ato conjugal... que é o único capaz verdadeiramente de uma procriação responsável."

A Igreja condenou a fertilização in-vitro, dizendo que as técnicas "atuam como se o embrião humano fosse simplesmente uma massa de células para serem usadas, selecionadas e descartadas."

O documento, altamente técnico, afirma que apenas a pesquisa com células-tronco adultas é moral, porque a pesquisa com células-tronco embrionárias envolve a destruição de embriões.

No documento, o Vaticano também defendeu o direito de intervir nesses assuntos.

"Há quem diga que o ensinamento moral da Igreja contém proibições demais. Na realidade, porém, esse ensinamento é baseado no reconhecimento e na promoção de todos os dons que o Criador presenteou ao homem: como a vida, o conhecimento, a liberdade e o amor."


Fonte: Estadão.

Está decidido. Eu condeno o Vaticano! E vou dizer o por quê.

A vida é sagrada em qualquer estágio de sua existência. Hello-ow? Quem vai definir em qual momento a vida começa? O Vaticano? Impedir casais de serem pais por conta da fertilização in vitro? Deixar pessoas doentes e doenças sem cura parando os estudos com células-tronco embrionárias e permitir uma explosão demográfica ainda maior sem o uso de métodos anti-concepcionais? Quanto a clonagem humana até fico com o pé atrás, mas a ciência já mostrou que diante de avanços fundamentais, certos aspectos morais e religiosos devem ser deixados de lado em prol do avanço da humanidade.

O Vaticano falando de pecados gravemente imorais. Pois deviam arder no mármore do inferno, porque mentir é feio, muito feio e Deus castiga. Imorais são os luxos concedidos ao papa. Imoral é um homem como outro qualquer assumir um poder de cura/bênção/graça comparado ao do Deus todo poderoso, igualando-se ao que a Bíblia prega ser maior que tudo e todos. Imorais são os padres pedófilos, casados, homossexuais enrustidos e assumidos. Tudo é permitido, o que não vale é o faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

O Vaticano, no documento, defendeu o direito de intervir nesses assuntos. Eu defendo o direito de mandar o Vaticano pro inferno. Hoje mesmo, se possível. Vocês não tem direito a nada. São uma mera instituição pilantrópica visando o lucro, o doutrinamento, a cegueira e a dominação que sempre existiu através do medo e da punição. Deus não pune, ele é misericordioso. Se ele é capaz de perdoar um estuprador, pode perdoar um cientista bem intencionado que fez uma mísera pesquisazinha com células-tronco embrionárias.

Eu declaro moratória religiosa ao Vaticano. Condeno essa instituição a sofrer a mais dura punição por parte da humanidade: a utilização, sem medo, do livre-arbítrio. Pois segundo a igreja, o livre-arbítrio foi dado por Deus, mas quem controla é a igreja. Se Deus fosse uma instituição, a igreja seria a burocracia, os funcionários públicos e a impressora quebrada.

Um dia os resquícios de idade média que nos acorrentam a mediocridade serão totalmente extintos. E seremos um pouco menos piores.

10 de dez. de 2008

Top 10 Scary Papais Noéis

Ah, o Natal... Essa época de consumismo exacerbado e confraternização. Onde todos os pecados são perdoados, onde a mesa é farta, trocam-se presentes, criancinhas tem os seus sonhos realizados...

Muitos pais acham difícil encontrar o momento ideal para acabar com a ilusão do Papai Noel, o eterno bom velhinho de barba branca, pele rosada e barriga redonda, que possui um trenó movido a energia quântica e consegue viajar mais rápido do que a velocidade da luz!

Alguns pais não tem esse problema. Eles simplesmente levam seus filhinhos inocentes para conhecer o "bom" velhinho pessoalmente e... Tchum! Acabou-se o encanto.


1. Papai Noel assustador que guarda o portão... Do inferno! Pior do que a cabeça em formato de cone, é a cara de raiva, as sobrancelhas arqueadas, os olhos marejados de cachaça e a risada maligna. Resumindo, é praticamente primo do Vingador.


2. Papai Noel emo asiático e cheio do mé. Não basta ser um papai noel pinguço, tem que ter essa cara de anime, cabelo emo e olhar de quem gosta de comer criancinha (no sentido bíblico).


3. Papai Noel "você foi mal e merece morrer". Esse Papai Noel gigante e agressivo obviamente está puto da vida com as criancinhas endemoniadas e tem tamanho e atitude suficientes pra fazer o seu natal ser um natal para esquecer.


4. Papai Noel bêbado e molestador. M-E-D-O!!! Quem não se caga de medo com um papai noel que é a cara do fofão, aparenta feder a cana e baba com olhos de cobiça? Ele deve olhar pra criancinha e dizer "Seu presentinho está aqui no meu bolso esquerdo. Pode vir pegar HO HO HO!"


5. Papai Noel e o seu saco... da VINGANÇA! Esse aqui é a própria reencarnação do papa-figo. Foi uma criança má? Não tem presente no saco, você vai para DENTRO do saco! Esse papai noel maquiavélico vai roubar seus órgãos e fazer transplante nos duendes. As suas tripas ele vai moer e dar de ração para as renas vampiras.


6. Papai Noel maligno refletido. Não só é assustador, como amplifica seu olhar terrível com holofotes. Guarda os portões do castelo do Esqueleto e diz em voz de Cid Moreira "Não há esperança".


7. Papai Noel big foot cagando pai-mei wannabe e com elefantíase. Precisa dizer algo mais?


8. Papai Noel venha cá seu moleque. Não só tem o tamanho e a feiura do Godzilla, como pode muito bem engolir seu filho com essa bocarra.


9. Papai Noel halloween edition Michael Jackson make up. Bem, alguém deixaria seu filho sentar no colo de um papai noel que é a cara do Michael Jackson? E esse olhar de Pederasta? Valei-me!

10. Papai Noel Duende Nervoso. Meu Deus! Esse mini papai noel vindo do inferno para nos destruir vai apagar qualquer ovelhinha ou algodão doce dos seus sonhos. Pequeno o suficiente para caber no buraco do ar-condicionado, onde ele pacientemente espera... POR VOCÊEEEEE!!!

9 de dez. de 2008

Tomando Nakumbuca

Recife é uma cidade engraçada. Rica em produção cultural, talvez uma das mais ricas do país (aqui considerando o Grande Recife, contemplando Olinda), talvez a única coisa que supere sua diversidade cultural e produção artística seja a produção de idiotas e incompetentes.

Um exemplo clássico - o Bompreço - mostra do que uma administração incompetente é capaz. Sempre que chega um produto novo, normalmente melhor do que os anteriores, é em pouquissima quantidade (claro que não pode ser muito, por conta do risco de mercado, mas testar a aceitação de uma cerveja nova com um Six-Pack é um tiro no ovo), e quando o produto some das prateleiras e começa a fazer sucesso, é o momento em que o gerente entra em cena e diz "Agora que já sabemos que esse produto é bom, barato e todos gostaram, vamos parar de vender e voltar pra porcaria anterior". É exatamente assim.

Com bares e restaurantes é mais ou menos a mesma coisa. Recife é uma cidade de modinhas. Os mesmos donos abrem e fecham casas de shows, bares, restaurantes e botecos como quem abre e fecha a porta da geladeira. Nada dura mais que seis meses, tempo suficiente para o dono salvar o investimento, tirar algum lucro, juntar capital para o próximo negócio e alguns playbas pagarem de vip´s, piriguetes pagarem de vip´s com os playbas e gente de bem se estressar com péssimo atendimento e favorecimento a pseudo-aristocratas.

Sempre que alguma boa idéia surge, em pouco tempo ela desaparece. Poucos são os bares honestos que conseguem prosperar nessa alcatraz gastronômica. Outros tem o disparate de abrirem casas com pratos individuais custando mais do que R$60,00 por cabeça (tudo bem, vai quem quer).

O mais revoltante é você ir até um lugar, com extrema boa localização, extremo bom gosto na ambientação, comida até boa, mas que possui os três pecados imperdoáveis que um bar-restaurante não pode ter. Você, como cliente, pode aturar um pecado de cada vez. Você pode aturar a comida pouca, pode aturar o preço exorbitante e pode aturar o péssimo atendimento. Vale a pena pagar um preço abusivo por uma comida inesquecível, até mesmo aguentar o péssimo atendimento num bar que tem preço bom e comida decente. Mas no Nakumbuca não é assim. Lá você tem que aturar tudo isso ao mesmo tempo.

O bar-restaurante Nakumbuca fica localizado bem próximo ao antigo Fiteiro, esse sim um dos bares mais honestos da cidade. O ambiente é interessante, de bom gosto, espaço amplo e boa iluminação. A tortura começa quando você resolve sentar numa mesa e tentar ser atendido.

Esperava garçons bem dispostos e simpáticos, mas o que vimos foi um bando de marmanjos carrancudos e de má vontade, fazendo com que parecesse um favor que estavam nos fazendo. Aí entrou o primeiro pecado imperdoável, que é o do péssimo atendimento. Era um martírio conseguir que o garçon viesse até a nossa mesa registrar o pedido, e a impressão que dava quando pedíamos era de que ele ria por dentro e estava desenhando bonecos-palito no palm que tinha nas mãos.

O segundo pecado imperdoável foi o da comida pouca. Eu pedi um sanduíche de lombo, que estava muito bom, diga-se de passagem, mas o pão francês redondo era menor do que um pão de hamburguer do macdonalds. Era ridiculamente pequeno. E custou R$9,90. Talvez o mais impressionante tenha sido os mini-hamburgeres parecidos com o do Pin Up, que custavam R$2,50 cada, e deveriam chamar-se nano-hamburgueres, dado o seu diminuto tamanho. Levaram o troço do mini muito a sério. O coitado do meu irmão pediu uma Bruschetta, e recebeu 6 torradinhas minguadas que davam dó de comer. Sem falar que demorou aproximadamente 1h e 15 para receber o pedido. Absurdo é pouco. Os Sunomonos até que sairam rápido, demoraram só uns 40 minutos. Ponto positivo para a coxinha de camarão, que de fato tinha bastante camarão dentro e era de bom tamanho, deliciosa e custa o mesmo que a média dos outros bares.

O terceiro e imperdoável pecado foi o do preço. Comemos mal, pouco, saímos com fome e pagamos mais de R$150,00 no final das contas. Ainda pagamos 10% de taxa de serviço, quando nós é que deveríamos ter tido 10% de desconto por termos sofrido tanto.

Resultado: tomamos Nakumbuca. Deve ser esse o intuito do nome do bar. Realmente não recomendo essa experiência. Se puder evitar, evite. Péssimo atendimento, preço abusivo e comida feito amostra grátis.

É pra passar longe.

8 de dez. de 2008

Nada se cria, tudo se copia...

É, parece que tem gente levando o velho ditado ao pé-da-letra.

Uma grande polêmica circula agora na mídia depois que o vídeo abaixo foi veiculado e Joe Satriani deu uma entrevista afirmando que a sua música If I Could Fly foi descaradamente chupada (plagiada, kibada, copiada) pelo Coldplay, mais ou menos o que Éden faz com os meus posts de vez em quando.

Polêmicas a parte, eu acho que uma banda pode copiar, imitar, plagiar, remakear, refazer qualquer obra de outro músico ou banda, desde que com consentimento, claro. Temos milhares de exemplos de versões diferentes da original que superam a música que inspirou o cover.

Eu sou fã dos covers a partir do momento que nos dão uma nova perspectiva a um som ao qual estamos acostumados.

Mas esse vídeo me deixou cabreiro com o Coldplay. Já estou com medo que achem outras músicas deles com riffs totalmente copiados de outros músicos sem permissão, o que transformariam eles na maior fraude desde Nilha e Baunilha, digo, Mille e Vanille.

Olhem o vídeo abaixo, escutem e tirem suas próprias conclusões. Eu acho que foi cópia na cara de madeira.



* Update: a dica foi de Déa, referência que o post engoliu quando salvou o rascunho :P

6 de dez. de 2008

Ah, o home office...

Se tem uma coisa que é tendência, mas ainda não chegou aqui é o tal do Home Office. Quer coisa melhor do que trabalhar em casa e fazer o seu próprio horário?

O maior problema é convencer o chefe de que isso é uma coisa viável e que você vai de fato trabalhar estando em casa.

E se você pudesse convencer o seu chefe? O que você diria? Quais seriam seus argumentos?

Os meus seriam esses daqui:

- É mais barato. Fato! Alugar escritório é caríssimo. O m² do aluguel de prédios comerciais custa os olhos da cara. A IBM economiza 56 milhões de dólares por ano com espaço de escritório permitindo que funcionários trabalhem home office. É muita grana.

- Sua produtividade vai aumentar. "Mas chefe, eu sou um notívago. Garanto que em 2 horas na madrugada vou produzir mais do que 8 horas no escritório." Essa é mais difícil dele engolir, mas dá pra sugerir 1 mês de teste pra avaliar o resultado.

- Vai diminuir o turnover. Se os funcionários passam mais tempo em casa, mais perto dos filhos, menos estressados com o ambiente de trabalho, é claro que o turnover vai diminuir e a empresa vai reter os talentos.

- É ecologicamente correto. Pensar verde não apenas ajuda o futuro do planeta, mas economiza muito dinheiro. Um estudo organizado pela US Consumer Eletronics Association (CEA) informou que as Telecomunicações salvam de 9 a 14 bilhões de Kw/h de eletricidade por ano. Sem falar na gasolina que se economiza, nos poluentes a menos que os carros irão emitir, o trânsito que vai melhorar, e o tempo que você não vai perder deslocando-se de casa para o trabalho.

- Você vai estudar mais. Com mais tempo em casa, você não vai perder de 2 a 3h por dia deslocando-se para o trabalho, e essas preciosas horas poderão ser utilizadas para estudos on-line (mais baratos) e aperfeiçoamento das suas skills. O seu chefe terá um funcionário muito mais descansado e preparado.

- A dispersão vai diminuir. Parece brincadeira, mas com certeza no escritório cheio de colegas, com MSN, Telefone, Internet, a tendência é ter uma dispersão muito maior do que em casa. Claro que você também tem todos esses recursos em casa, mas não terá colegas próximos e poderá se concentrar melhor no que tem a fazer.

- Você fica mais acessível. No local de trabalho, há diversas maneiras e locais onde a arte da morcegada é possível. A máquina de Xerox, a copa tomando aquele cafezinho, o banheiro, na videoconferência, na sala de reunião... Em casa, no máximo você estará levando o cachorro pra fazer cocô, tirando o lixo para fora, limpando alguma coisa. A responsabilidade de responder um e-mail ou um recado de voz é bem maior, isso deve ser feito de maneira rápida pois o seu chefe sabe que você não vai estar morcegando em nenhum dos locais citados acima.

Claro que existem diversos contras atuando para que o seu chefe não queira permitir que você trabalhe home office, porém tudo depende da sua atitude como funcionário e da mentalidade do seu chefe/empresa.

E você, o que faria para convencer o patrão a lhe deixar trabalhar home office?