2 de fev de 2009

Roger Federer, para ele, a minha reverência.

Vencer nem sempre é possível. Vencer, tanto na vida, como no esporte, é uma coisa extremamente difícil.

Eu como sou muito competitivo (meus amigos e minha noiva sabem bem), sofro bastante o tempo inteiro com a necessidade de vencer. Não faço dessa sede por vitórias (seja qual for o tipo) uma cama elástica para vencer a qualquer custo.

Tenho a sorte de ter caráter para aceitar bem (na maioria das vezes) as derrotas e procurar fazer o melhor na próxima vez. Sempre enalteço as qualidades do oponente que me venceu. Acho que isso fortalece o perdedor e transforma-o num vencedor melhor.

Porém, muito mais difícil, quase impossível é perder com caráter e elegância. Com hombridade suficiente para tornar a derrota até mais inesquecível e memorável do que a vitória.

Todos sabem que sou apaixonado por tênis, pratico o esporte e dentro das minhas limitações procuro dar o meu melhor. O que era apenas lazer no início acabou virando uma brincadeira séria, e sempre treino para melhorar. Nada como o sabor de vencer aquele cara que ganhava fácil de você uns meses atrás.

Sendo um tenista e fã incondicional de todos os esportes (sendo o tênis o preferido), é impossível não acompanhar a carreira, a vida e os feitos de Roger Federer e Rafael Nadal. Dou o braço a torcer para o espanhol. Realmente, após a final do Australian Open, fica difícil não enaltecer as qualidades do jovem de 22 anos, que a cada mês que passa, cala os críticos do seu estilo de jogo e da sua forma física sempre colocada em dúvida.

Mas para mim, que sou adepto do estilo clássico de se jogar, a reverência é toda para Roger Federer. Que mesmo perdendo a 5a final de Grand Slam para Nadal (tendo vencido 2), será sempre, ao menos desde que me entendo por gente, o melhor de todos os tempos (Rod Laver e Sampras que me perdoem).

Esse vídeo ficará marcado para sempre. É impossível, até para quem não é fã nem acompanha o esporte não ir as lágrimas com a dor pela derrota de um multi-campeão. Um homem que quebrou quase todos os recordes do tênis, e tem apenas 27 anos. Ainda tem muito a oferecer ao esporte e as pessoas. Um gentleman, dentro e fora das quadras. Culto, poliglota, embaixador do esporte de cavalheiros e realizador de ações de solidariedade por todos os lugares do mundo.

Minha admiração ficou ainda maior, mesmo com a derrota na final. Todos nós iremos vencer e perder na vida, mas eu pelo menos, sempre que eu perder, me lembrarei desse exemplo e tentarei perder com essa dignidade.

Um comentário:

dea disse...

Blé, o vídeo não está mais disponível...